Quarta-feira, 18 de Abril de 2012
hoje

 

hoje acordei com aquela sensação estranha, que não chega a ser nada até se materializar, de que alguma coisa se passava. são assim os dias tristes: dias aparentemente normais, de que nos queixamos frequentemente, mas de que sentimos falta quando o abalo chega. 

saí de casa, por um triz não tive um acidente de carro, ali mesmo, na rotunda grande. fui tratar de burocracias chatas, daquelas coisas sem nexo que nos fazem sentir que ser adulto às vezes é uma chatice. duas horas perdidas entre filas de espera, telefonemas, papéis. resolvido.

até que um telefonema muda tudo. a nós, apenas na cabeça. para ela, no coração, na vida. é quando paramos um pouco, respiramos e vemos que não somos nada. que perdemos demasiado tempo. que não somos quem queremos, não estamos com quem gostaríamos. dizemos poucas vezes "gosto de ti". vivemos contra nós. sobrevivemos. para no fim não haver nada. só vazio.

 

hoje é um dia assim, triste. mais um. que vai passar.


música: Antony & The Johnsons, Bird Gerhl
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publicado por Uma história por dia às 18:51
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